Olá amigos e amigas, tudo bom com vocês hoje?! Espero que sim! Quero te contar uma história que se não fosse “algo desconfortável” seria muito engraçada. Tempos atrás eu fiz uma conexão na Etiópia, mais precisamente uma escala em Addis Abeba rumo às ilhas Seychelles e confesso que não foi uma experiência nada legal.

Vou te contar como foi desde o começo.

Eu estava viajando na classe executiva (!!!) da Ethiopian Airlines com destino final na ilha de Mahé, o único aeroporto internacional das Seychelles.

Meu voo iria fazer a conexão noturna na cidade de Addis Abeba, eu estava super animado e motivado: primeiro pois estava viajando na executiva, segundo pois estava prestes a conhecer um dos lugares mais lindos do mundo! E terceiro pois eu tinha já um certo apreço e desejo por conhecer a Etiópia e só de fazer a conexão já estava bem animado.

Pois esta animação foi por água abaixo logo depois que o voo pousou na capital da Etiópia. Vai lendo que vou te contando como tudo aconteceu.

Tomei um baculejo na chegada em Addis Abeba, em uma conexão na Etiópia

Como estava viajando na executiva, fui um dos primeiros a desembarcar. A Ethiopian Airlines costuma fornecer hospedagem por conta para aqueles que estão viajando com eles e vão fazer uma conexão na Etiópia durante a noite (vou contar um pouco mais sobre isso logo a seguir).

Conexão na Etiópia
Viajando na executiva da Ethiopian Airlines

Ao desembarcar da aeronave, fui seguindo pelas placas indicativas rumo à imigração, só que no grande corredor do aeroporto que leva da ponte de desembarque até o saguão principal onde acontece a imigração haviam dois caras sem nenhuma identificação que me pararam e pediram meus documentos.

Chegando na Etiópia à noite e tomando um baculejo de boas-vindas

Eu achei bem estranho alguém sem qualquer tipo de identificação vir me questionando sobre documentação, contudo respeitosamente eu entreguei meu passaporte e o ticket da Ethiopian nas mãos de um dos rapazes que não estavam com tanta aparência de “boas-vindas”.

Com a cara amarrada um dos homens me questionou em inglês para onde eu estava indo. Respondi com uma única palavra: Seychelles. Ele torceu o beiço e começou a folhear o meu passaporte.

Vendo que eu tinha muitos vistos e entradas em outros países, a segunda pergunta foi a seguinte: “Vai fazer o que em Seychelles”?!

Com mais uma palavra lhe respondi, cordialmente e com um sorriso no rosto: “Turismo”! Ele pediu para eu aguardar ao lado dele, enquanto outros passageiros também iam descendo e sendo consultados sobre qual seria seu destino final.

Estranhei a atitude dele e já comecei a prever as cenas dos próximos capítulos: eu estava prestes a levar um dos maiores baculejos que já havia tomado até então na minha vida inteira ao chegar em um novo destino.

Conexão na Etiópia precisa de visto!?

Eu já estava era preocupado com relação à minha documentação. Será que pediram pra eu esperar por conta de que eu não tinha um visto da Etiópia de trânsito para fazer essa escala? Pensei que se fosse isso, então seria um problema da cia aérea, que havia permitido que eu embarcasse sem as documentações necessárias para chegar até o meu destino final.

Conexão em Addis Abeba
Conexão em Addis Abeba

Pacientemente eu esperei por vários minutos, o rapaz momentos depois mostrou a todos um distintivo e se identificou como policial. Em momento algum ele me devolveu o passaporte. Ficou com tudo em suas mãos.

Quanto mais passageiros desembarcavam, mais pessoas iam se acumulando ao meu redor. Alguns eram liberados, parecia que ele estava liberando quem ia seguir caminho ou fazer a imigração e aparentemente estava retendo quem tinha conexão na Etiópia durante a noite. Eu tava no grupo e ficamos por ali esperando até que o último passageiro do avião desembarcasse.

Viagem com a Ethiopian Airlines e conexão em Addis Abeba durante a noite

Pra te ser bem sincero eu já estava um tanto quanto tenso, não é mole né, desembarcar durante a noite sem visto na Etiópia, ter um voo só no dia seguinte, esperar todo mundo desembarcar. Eu ia vendo o povo com seus documentos seguindo o caminho na viagem enquanto os policiais que nos recepcionaram estavam cada vez com a cara mais amarrada.

Rudes, eles logo pediram para que todos os seguissem, a tensão foi só aumentando.

Caminhamos mais um pouco pelo longo corredor que leva até a imigração e entramos em um corredor que deu acesso a uma “salinha”.

Nesta sala, haviam alguns bancos e uma mesa grande no meio. Ele pediu para que todos encontrassem seus lugares junto à mesa e explicou que aquilo era um processo de revista padrão para passageiros que são “suspeitos”.

Tomei meu lugar logo bem próximo à porta de saída. Eu queria vazar logo dali. A luz não era muito boa, estava aquela penumbra que fazia com que a tensão ficasse ainda maior. Olha, foram momentos de muito stress emocional, você chega e é recebido assim?! Foi a primeira vez que cheguei a um país e dei de cara com um baculejo.

Baculejo na Etiópia
Baculejo na Etiópia

Se faz conexão na Etiópia durante a noite, prepare-se pra ser baculejado também.

Isso mesmo amiguinho(a). B A C U L E J O, com todas as letras! Ele explicou que esse procedimento se aplicava a passageiros internacionais que faziam conexão de uma noite na Etiópia e seguiam viagem no dia anterior.

Junto comigo existia gente de todo tipo: assim como eu, tinha outra brasileira. Alguns africanos, outros asiáticos, alguns europeus. Todo mundo sob a mesma suspeita.

Foi quando a “revista” começou. Ele pegou o bolo de passaportes e começou a chamar, nome por nome. Eu fiquei super tenso quando me chamou. Ele pediu para eu me levantar e começou a revistar a minha bagagem de mão.

Pediu para eu tirar tudo da bagagem e passou a revistar também a estrutura da minha mochila. Como eu não tinha outra mala além da que eu despachei e a mochila estava praticamente vazia, o procedimento foi bem rápido.

Ele virou a minha mochila do avesso, procurou entre as bordas, no interior, vasculhou o máximo que conseguiu. Não satisfeito ele partiu para a busca pessoal. Ele me revistou como qualquer policial faz com um suspeito no Brasil. Pediu para eu levantar as minhas mãos e começou a revirar os meus bolsos, meu cinto, meus sapatos e tudo mais.

A surpresa durante a revista: pediram para eu defecar na frente deles!

Depois que ele tinha revirado a minha pessoa e também a minha mochila, pediu para eu sair da salinha e acompanhar o outro policial que estava do lado de fora. Eu já comecei a pensar: pronto, lá vem propina. Eu estava enganado, ele queria ver eu cagando mesmo.

Apontou para o fundo do corredor. Ali havia um pequeno banheirinho, apenas com um vaso sanitário. Ele pediu para que eu seguisse adiante e “defecasse”. A SORTE é que eu tava mesmo morrendo de vontade de cagar kkkk

Então eu agradeci a ele, falei que estava mesmo apertado. Fui lá e soltei aquele barrão federal, com aquele odor insuportável de comida de rico (lembre-se, eu estava na executiva kkkk).

Ou, mas foi um feder tão insuportável que o cara mal conseguiu chegar perto do vaso pra “conferir o resultado”. Eu sai do banheiro com um sorriso maroto no rosto e falei, pro policial que tinha concluído o “serviço” que ele havia solicitado.

Mais do que depressa o homem deu uma olhadinha no vaso e deu descarga. Ah, tudo aconteceu com a porta aberta com um cara me olhando e fui avisado antes para não dar descarga de jeito nenhum. Que coisa loca viu!

E você?! Já foi revistado na Etiópia também?!

Depois dessa história toda ele deu um sorrisinho e falou: “você está limpo”. Então me entregaram o passaporte, mandaram eu pegar as minhas coisas e prosseguir rumo aos procedimentos de imigração.

Eu saí dali com um alívio tremendo no peito, virei as costas e não olhei mais para trás. Fiquei pensando que se pra mim foi algo super desconfortável, como homem experiente com viagens internacionais que sou, como teria sido bem pior no caso da outra brasileira que estava também no mesmo grupo, deve ter sido muito chato.

Agora diz pra mim: você já visitou a Etiópia e também levou um bacu?! Conhece alguém que já passou pela mesma coisa?! Já chegou em outro país e sofreu o mesmo procedimento “de surpresa”?!

Concluindo: não quero mais fazer conexão noturna nesse país. De jeito nenhum kkkk

Sei de uma coisa viu, se for pra ir e ficar na Etiópia eu até animo, agora passar por lá, fazer uma escala durante a noite e seguir viagem no dia seguinte, umm, acho que vou preferir escolher outra cia aérea.

Conexão em Addis Abeba
Conexão em Addis Abeba

Se você já passou por algo parecido, seja na Etiópia ou em qualquer lugar do mundo, não deixe de relatar aqui nos comentários a sua experiência. Vai ser muito bom ver que não aconteceu só comigo. Abração e até a próxima!


Autor
Luiz Jr. Fernandes
Sou um analista de sistemas, fotógrafo, autor deste blog e viajante profissional. Já conheci mais de 70 países em todos os continentes do mundo. As minhas matérias são 100% exclusivas, inspiradas em experiências reais adquiridas nos destinos que visito. Obrigado por ler e acompanhar o meu trabalho.
Comentários do Facebook
4 comentários publicados
  1. Mas que situação hein! Parece aqueles programas de aeroportos que assistimos documentários. Loucura, ainda bem que deu tudo certo e foi relativamente pouco tempo.

    1. Oi Lais,
      Brigadão por dar uma passadinha aqui no blog e deixar seu comentário.

      A imigração lá é bem bizarra mesmo né.., ainda bem que não me passou nada além desse pente fino.
      Bom, muito obrigado e volte sempre a passear aqui pelo blog, tá bom!?

      Abração!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *