Happy Hour no Bar do Cravinho em Salvador

Quando chega o fim do dia e você cansou de passear pelo Pelourinho, escalando suas ruas de pedra, a recomendação do viajante aqui é dar um pulo para matar a sede no Cravinho, ali bem na Praça 15 de novembro.

Meus dias na Bahia estavam prestes a chegar ao final, quando de repente, próximo do fim do expediente turístico que me levou a conhecer boa parte do Pelourinho, me deparei com um burburinho em uma portinha na Praça 15 de novembro, ou popularmente conhecida por Terreiro de Jesus. Um vai e vem dos locais enquanto estava procurando um lugar pra sentar, relaxar, comer algo especial, tomar uma gelada e desfrutar do fim do dia em paz, afinal de contas, já estava em fim de viagem, já havia conhecido um pouco de Salvador e muito do Morro de São Paulo e queria investir meus últimos momentos na capital baiana em qualquer reduto bohemio que encontrasse nos arredores do Centro Histórico.

Meio sem querer descobri O Cravinho, um dos mais tradicionais botecos do Pelourinho. Ele foi fundado ainda na década de 80 e o grande barato desse estabelecimento são as infusões, que não passam de cachaças popularmente conhecidas pelo gosto de frutas, raízes e ervas. O bar é rodeado por vários barris, cada um contendo um tipo da mistura milagrosa que faz este boteco ser um dos mais frequentados de Salvador. São mais de 30 sabores, sendo que os mais famosos levam os aromas de cravo e canela, jatobá, ou aromatizada com raiz de árvore. Tudo ali é bem em conta, a começar pelo preço da dose da infusão (R$ 2,50 a dose).

Visão geral do Bar do Cravinho, no centro histórico de Salvador
Visão geral do Bar do Cravinho, no centro histórico de Salvador

Aí você adentra o recinto bucólico e dá de cara com um mega-barril com as trinta torneiras, cada um com seu sabor. Dá uma analisada na limpeza, no sorriso no rosto dos atendentes e pede pra sentar em um lugar mais tranquilo, eis que te levam pra um lugar chamado Senzala VIP. Você não precisa sequer sinalizar e já deixam uma cerveja estupidamente gelada sobre sua mesa, um cardápio, salzinho, limãozinho e você acaba ficando sem ação, o jeito é pedir algo pra comer! Mas comer o que, desde que de cara já lhe tratam com esse nível..., bem confesso que fiquei com medo de olhar os preços das comidas, mas fui me soltando conforme a cerveja foi descendo geladíssima e fiquei completamente surpreso - tudo era muito barato!

Eles possuem uma política de tira-gostos a preços populares e altíssimo nível. Poderia escolher entre vários ítens a um custo relativamente acessível, nada passava dos R$ 20 a porção! E olha o nível do que poderia escolher: moqueca de caviar baiano, muela de frango, filé aperitivo, isca de frango, isca de peixe, bolinho de bacalhau, camarão encapotado, peixe, charque, porçãozinha de arroz (por R$1,00 pasmem!) e vinagretezinho. Eu é claro fui de camarão, um senhor camarão!!

Camarão empanado (ou como no cardápio, camarão encapotado)
Camarão empanado (ou como no cardápio, camarão encapotado)

Depois que eles foram devidamente trucidados, decidi que precisava de algo mais. Era preciso seguir adiante e experimentar um pouco mais das guloseimas. No segundo round a bola da vez ficou por conta do bolinho de bacalhau, bem sequinho, frito na hora, com uma porçãozinha de vinagrete. Nessa altura pedi pra trocar os copos e descer mais uma!

Bolinho de bacalhau com vinagrete para finalizar bem o dia
Bolinho de bacalhau com vinagrete para finalizar bem o dia

Além de um excelente lugar para desfrutar de bons momentos no Pelourinho, O Cravinho mostrou-se como um ponto de encontro dos locais na happy hour do final de cada expediente. Todos nas mesas ao redor sempre eram super atenciosos, procuravam interagir e perguntar de onde era e como havia sido a minha estadia na Bahia. Feliz e completamente lotado, me despedi deste estado brasileiro, almejando profundamente um breve retorno!

Luiz Jr. Fernandes
Autor

Luiz Jr. Fernandes

Analista de TI, empresário, fotógrafo e viajante.
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