Hospedagem all-inclusive na Ilha privada de Fafarua em Tikehau na PolinÚsia Francesa

Hoje venho lhes apresentar a Ilha Privada All Inclusive onde está localizado o Fafarua Lodge, no atol de Tikehau, ilhas Tuamotu, na Polinésia Francesa. Aqui os hóspedes podem adquirir mais do que uma simples hospedagem em ilhas da Polinésia, é possível adquirir aprendizado de vida, vivências de aventuras exclusivas, possuindo toda estrutura da Fafarua à disposição para ir e vir onde e quando quiser. Conheça nossa experiência e saiba mais sobre esse lugar fantástico!

Ah tempos eu venho buscando a inspiração necessária para conseguir traduzir em palavras e imagens minha viagem para Tikehau, na Polinésia Francesa uma das experiências mais surreais que já vivenciei em toda a minha história de vida.

Sinceramente jamais consegui experimentar sentimentos, aventuras, sabores, odores em um lugar tão abençoado pela natureza quanto os que consegui obter quando visitei a Ilha de Fafarua, no Atol de Tikehau, localizado nas ilhas da Polinésia Francesa, no Pacífico Sul.

Eu tenho um nó na garganta eterno de lembrar de Patrick, Eva, Faremata, Nathalie e todos que conheci nesse mundo paralelo em que tive a oportunidade de obter verdadeiramente uma experiência de imersão nos padrões culturais e no modo de viver a vida em uma ilha no meio de um dos atóis mais impressionantes que já tive a oportunidade de visitar.

Visitando uma ilha em um atol da Polinésia Francesa

Atol de Tikehau na Polinésia Francesa
Atol de Tikehau na Polinésia Francesa

Vou começar a história então pelo começo.

Tudo começou com aquela tarifa maluca que me levou de Goiânia para a Polinésia Francesa pagando apenas 900 reais, eu jamais imaginaria que poderia pisar em um lugar como aquele, ainda mais pagando tão pouco, era realmente uma excelente barganha né!?

Aqueles menos de mil reais me levaram a visitar as ilhas paradisíacas de Maupiti, Bora Bora, Tikehau (onde está localizada a ilha de Fafarua) e o atol de Fakarava. Estava então planejando a minha viagem pela Polinésia, comprando os voos internos e quebrando a cabeça para conseguir conhecer o máximo de ilhas no menor tempo possível, contudo os voos encaixavam e me mandavam sempre para Tikehau. Eu teria que experimentar alguns dias naquele paraíso, foi assim que acabei emitindo 3 dias por lá, logo depois de Bora Bora.

Eu tinha saído de Bora meio frustrado com o tempo. Eu queria ver aquilo explodindo de azul com sol a pino estralando igual eu vi em Maupiti, contudo não foi a minha vez de ver isso. Eu aproveitei ao máximo a minha viagem por lá, mergulhei caindo um toró de água do céu, saí para ver como é o passeio deles com tubarões e arraias, rodei vários quilômetros de bike pela ilha, conheci lugares impressionantes, ainda tenho que voltar lá de fato!

Nos confins das ilhas Tuamotu

Tikehau nas Ilhas Tuamotu
Tikehau nas Ilhas Tuamotu

Mas ir pra Tikehau foi algo que dividiu a minha experiência em antes e depois. Eu tinha conhecido a beleza intocada de Maupiti, algo que deveria ser Bora Bora nos anos 70. Eu vivi Bora Bora 4 dias como os locais vivem, experimentei aquela ilha como os nativos, fiz amizades falando meu francês chulo, nadei na praia mesmo chovendo! Ali eu senti que a ilha estava sofrendo bastante com o turismo de massa, por ser uma das ilhas mais lindas do mundo, pelo desenvolvimento do capitalismo selvagem, muito lixo nas ruas, porém um mar espetacular, uma combinação de cores fantástica mesmo sem sol a pino. Eu vi que Bora Bora estava para a Polinésia assim como o Rio estava para o Brasil ;)

Contudo quando eu fui pra Tikehau, lá não tem tipo, nada que buscar além de uma verdadeira experiência de imersão nos costumes do povo da Polinésia, é um lugar selvagem. Não há tanto asfalto quanto em Bora, não há tantos resorts do estilo palafita sobre as águas, não há supermercados, restaurantes chineses (mas eles estão lá também!), parece ser um lugar que ficou parado em um tempo que insistiu em correr demais para todas as outras partes do mundo.

Tikehau é um dos atóis que compõem as ilhas de Tuamotu. São mais de 80 ilhas e atóis que se estendem do noroeste ao sudeste desta região incrível do Oceano Pacífico Sul. Para se ter ideia esta da imensidão desse lugar, esta é uma área que tem aproximadamente o tamanho da Europa ocidental! Suas maiores e principais ilhas são Ana, Fakarava, Hao, Rangiroa, Makemo e Tikehau.

O problema é o seguinte: as principais rotas que compõem o tour oferecido pelos passes da Air Tahiti contemplam basicamente os 3 principais atóis de Tikehau, Rangiroa e Fakarava. No meu caso, optei pelo tour que me levou de Papeete a Maupiti, depois a Bora Bora e então a Tikehau -> Rangiroa -> Fakarava.

De fato Tikehau me presenteou com a melhor experiência de toda viagem. A experiência proposta por Patrick e Eva, os proprietários da ilha, é a verdadeira imersão no padrão de vida do povo taitiano, se você acreditava que poderia conquistar esse tipo de experiência comprando diárias caras em hospedagens construídas sobre os corais, então prepare-se para conhecer a mais impressionante experiência de vida que pode-se adquirir em uma viagem pelas ilhas Tuamotu, vem comigo que eu te conto como é:

Ilha privada de Fafarua e o Tikehau Fafarua Lodge

Ilha privada na Polinésia Francesa
Ilha privada na Polinésia Francesa

Depois que emiti meu ticket com a AirTahiti e tinha meu itinerário já finalizado, eu precisava planejar a minha viagem pela Polinésia. Como eu poderia visitar esse tal de Tikehau da melhor forma possível!? O que fazer em Tikehau, onde eu me hospedaria, será que os meus 3 dias completos seriam suficientes para conhecer tudo?

Eu tinha várias perguntas e poucas respostas para elas. Quando pesquisava na internet sobre Tikehau, encontrava pouquíssimo conteúdo em língua portuguesa, praticamente ninguém tinha ido e contado. Foi quando parti para os fóruns estrangeiros, para buscas pela internet, visitando sites de soluções de hospedagem, foi quando parei no site do Patrick e descobri a existência de uma ilha no meio do nada que se chamava Fafarua. Fiquei imediatamente impressionado com a realidade estampada no site deles, esse lugar parecia ser fantástico!

Mandei um e-mail pelo formulário de contato do site deles, me apresentando, falando do meu trabalho e questionando sobre quanto ficaria uns dois ou três dias de hospedagem por lá, eles pareciam realmente entregar uma experiência fenomenal, diferente do que é possível adquirir ficando em resorts que "invadem o meio ambiente da maneira na qual as palafitas fazem..."

Não demorou muito e obtive uma das respostas a um e-mail mais amáveis que já poderia ter recebido em toda a minha vida de blogueiro de turismo. Foi quando o Patrick se apresentou. Ele é um médico aposentado que morava em Papeete. De origem francesa, Patrick se mudou para Tikehau em busca do aposentadoria perfeita para a vida dele (sonho de consumo nosso, né não?!)... Há uns anos atrás ele havia conhecido a Eva, com origens taitianas, eles se apaixonaram e decidiram investir todo o esforço financeiro da vida deles comprando umas terras que eram de origem familiar da Eva, o que veio a se tornar atualmente a Ilha de Fafarua, no arquipélago de Tikehau, um lugar que eu jamais sabia que existia e que tinha acabado de receber um e-mail de uma pessoa que de fato vive por lá.

Nesta resposta, Patrick foi adiante e me convidou para conhecer o lugar que ele chama de seu refúgio de aposentadoria, disse que passaria uns dias por lá justamente na época dos meus voos, e que se eu topasse, que eu poderia ficar com eles e viver a vida real de como um hóspede deles é tratado, seria um prazer para eles me receber (fui o primeiro brasileiro a visitá-los). Um convite como esse não se recusa, concorda?!

Eu fiquei em choque com a oportunidade de visitar esse lugar que parecia estar fora da realidade do mundo. Patrick me passou as informações de como tudo iria ser: ele me pegaria no aeroporto quando meu avião chegasse e me devolveria para seguir a viagem rumo a Fakarava, seriam 3 dias por conta dele e de fato eu não sabia o que iria acontecer, ele não me adiantou nada com relação aos passeios, ou como seria a hospedagem. Apenas me mandou ir e que seria muitíssimo bem recebido, e eu fui!

Esse é o tipo de matéria que eu tenho que dividir em outros conteúdos, pois foram tantas coisas que aprendi com eles durante esses dias que de fato poderia escrever até mesmo um livro completo, relatando todos os meus sentimentos com relação a cada segundo experimentado ao lado desse povo! Que lugar amigos, que lugar!!

Viagem para Tikehau, na Polinésia Francesa

Cartão postal de Tikehau
Cartão postal de Tikehau

Os dias passaram, a viagem chegou, fui pra Maupiti, virei Bora Bora do avesso e logo chegou o então esperado momento de conhecer as Tuamoto. Quando desembarquei no aeroporto lá estava o Patrick, com um sorriso sincero no rosto, feliz por me ver pela primeira vez. Ele ma abraçou e pegou as minhas malas, não deixou sequer que eu carregasse a minha bagagem. Poxa vida eu já senti que eu ia ser mais bem tratado do que eu merecia de verdade, mas vai lendo...

A primeira coisa que fizemos foi dar uma volta pela ilha principal de Tikehau, este é um atol circular com cerca de 26 quilômetros de diâmetro e que possui apenas uma passagem para barcos pequenos. É formado por uma grande lagoa rodeada por cerca de 100 ilhas, em sua grande maioria desabitadas e que está localizado a apenas 12 quilômetros de Rangiroa.

Este é considerado um dos atóis com maior densidade de peixes das Ilhas Tuamotu. Começamos com um passeio de carro pelas ruelas de Tuherahera, a vila principal de Tikehau (cerca de 500 a 800 pessoas vivem por lá). Existem algumas guesthouses, um grande resortão chamado Tikehau Pearl Resort, e uma porção de segmentos religiosos, a maioria sanito (ramo dissidente dos mórmones), protestantes, católicos e adventistas, muitos crentes mesmo!

Depois que visitamos a ilha principal, foi a hora de abandonar o veículo terrestre, para só utilizá-lo novamente na hora de voltar para o aeroporto. Em uma lagoa de água salgada no meio do Oceano Pacífico, nossa locomoção principal era uma embarcação a motor, a qual utilizamos para visitar alguns dos principais pontos de interesse no arquipélago, bem como para chegar até nossa solução de hospedagem, na ilha de Fafarua.

Visitando Fafarua, a ilha privada onde está o Fafarua Lodge

Fafarua, a ilha privada onde está o Fafarua Lodge
Fafarua, a ilha privada onde está o Fafarua Lodge

Logo no aeroporto, antes de embarcar rumo a Fafarua, o Patrick me apresentou ao Faremata, um jovem que tinha seus vinte e poucos anos que trabalha com Patrick para zelar do Lodge e nos acompanhou durante todo tempo. O trajeto entre a ilha principal e Fafarua durou uns 30 minutos. Nós paramos algumas vezes para avistar algumas ilhas desertas paradisíacas, então acabamos gastando mais tempo do que o normal para chegar até a ilha privada. Agora vamos ao que interessa: como funciona esse negócio de ilha privada...

O casal Patrick e Eva possuem uma ilha no meio da Polinésia Francesa e a utilizam como refúgio de paz e tranquilidade, além de alugá-la como uma experiência única de imersão no modo de viver. Sua hospedagem é de altíssimo nível, totalmente sustentável, construída com base nas tradições e na lógica de vida do povo tradicional da Polinésia Francesa.

Imagine que ao viver rodeado por água salgada, sem um suprimento constante de água doce para conseguir viver a vida, você precisa se virar para conseguir água. O povo tradicional da Polinésia não vive em palafitas construídas sobre corais nas águas cristalinas dos arquipélagos da Polinésia. Essas estruturas que são construídas com o foco de atrair turistas na realidade não seguem os padrões de habitação de um povo que precisa coletar água da chuva para viver. E isso é só o começo.

Vivendo em uma ilha como os nativos na Polinésia Francesa

Vivendo em uma ilha como os nativos na Polinésia Francesa
 

Durante os dias que fiquei em Fafarua, consegui aprender muito sobre os modos de viver a vida em uma ilha no meio do nada. É preciso desenvolver o máximo de planejamento para ter uma alternativa de viver da maneira mais sustentável possível, aproveitando o máximo de recursos que o meio ambiente pode te proporcionar, afim de que a vida seja desfrutável ao invés de ser sofrível.

Não há energia elétrica provida por cabeamento em Fafarua. Não há água encanada entregue por uma empresa, não tem suprimentos fartos sendo cultivados em gigantescos canteiros, a vida ali pode ser bem sofrida e complicada caso não se desenvolvam os recursos básicos que são requisitos para a vida. Então é preciso evoluir!

Em Fafarua há água doce para se tomar banho todos os dias (e quantas vezes quiser), há energia elétrica e até internet (é paga, mas funciona!), existem vários recursos que eles construíram, é claro, para proporcionar o maior requinte e conforto possível não somente a eles, mas principalmente a seus hóspedes, essa é de fato uma das alternativas de hospedagem mais sustentáveis que já visitei na vida.

Todos os pontos da residência oficial foram planejados de modo a aproveitar dos recursos que o próprio ambiente proporciona. A sala de estar é rodeada por janelões, toda a residência é muito arejada, construída contra o sol da tarde, com o fluxo do vento estudado, de modo que a casa parece estar sempre muito ventilada. Todos os cômodos possuem essa característica de serem bem arejados, mas quando falamos do quesito iluminação, aí eles conseguem superar as expectativas de qualquer visitante.

Existem geradores de energia solar que baterias potentes que conseguem armazenar energia suficiente para manter a residência oficial (e as secundárias, sim, eles têm mais duas casas ao redor na mesma ilha). Dá pra carregar o celular, tomar banho de água quente, tem geladeira, freezer e toda a estrutura necessária para viver uma vida com conforto em uma ilha no meio do atol de Tikehau. Tudo está à disposição dos hóspedes do Patrick e da Eva. Tanto a casa quanto sua estrutura completa, inclusive o guia Faremata e a canoa com combustível ilimitado. E isso é apenas a ponta do iceberg estimado(a) leitor(a).

Como é o quarto no Fafarua Lodge

Quarto no Fafarua Lodge
Quarto no Fafarua Lodge

De fato a todo momento ficava encantado por estar rodeado pela água salgada do Pacífico Sul e por todas aquelas pessoas tão talentosas que me receberam e me trataram a todo momento como o filho primogênito que um dia partiu e depois de muitos anos à casa voltou. Aquele sorriso maternal da Eva nunca mais saiu da minha mente. Os conselhos de pai do Patrick estarão vivos em meu interior por toda a eternidade! Que casal amigos (as), que casal! Bom, mas vamos lá falar do quarto?

Quando cheguei eles estavam com a ilha reservada só pra mim, afinal de contas aqui estamos a relatar uma experiência real na qual os hóspedes do Fafarua Lodge podem alugar a ilha inteira, tendo toda a estrutura proporcionada pela família do Dr. Patrick. Eu pude então escolher em qual quarto queria dormir (quando na realidade por mim dormiria no sofázão que tem na sala de estar). É o modelo perfeito de quarto, tem tudo que é necessário para passar tipo uma vida inteira por lá, literalmente ilhado!

Escolhi o quarto superior da casa principal, me recomendaram como sendo o quarto mais arejado de toda ilha, para ser sincero eu confesso que precisei até de um cobertor durante a noite, de tão arejado que o quarto é. A casa não possui ar condicionado, mas eles têm vários ventiladores em todos os cômodos da casa. O colchão era macio, a roupa de cama limpinha, cheirosa. Acordar com aquele visual ali na minha frente todo dia era algo que eu sequer poderia imaginar que conseguiria obter um dia na minha vida.

Como são os banheiros na ilha de Fafarua em Tikehau

Banheiro construído com recursos obsoletos obtidos na própria natureza
Banheiro construído com recursos obsoletos obtidos na própria natureza

Preciso de um post a parte só pra falar dos banheiros da Fafaura. Que espetáculo. Algo que eu jamais tinha visto em toda vida. Eles são verdadeiros coletores, conseguem extrair muitos recursos que para as pessoas normais seriam lixo. Restos de corais mortos viraram as paredes dos banheiros. A riqueza de detalhes é verdadeiramente impressionante. As fotos conseguem falar mais do que as minhas próprias palavras escritas. Eles se superaram na sustentabilidade dos recursos que o meio ambiente pode proporcionar para as pessoas que vivem nessas ilhas.

Isso é tipo o que há de mais luxuoso para alguém que opta por viver em uma ilha de um arquipélago distante nos confins da Polinésia Francesa. E tudo foi obtido na própria natureza, poucas coisas são importadas do mundo exterior.

O que comer e beber?!

Jantar Polinésia Francesa
Jantar produzído pela Eva no Fafarua Lodge

Essa é a parte que você deve estar se questionando desde o princípio da leitura, o que há para comer e beber na Ilha de Fafarua? Pode acreditar que você não sentirá fome ou sede em momento algum, pelo contrário, há comida em abundância! Estamos aqui falando nada menos da ilha com a maior concentração de peixes das Tuamotu, há tanta comida no recife de corais que você poderia passar o dia todo com a pança cheia comendo só frutos do mar.

Patrick me levou para procurar comida no recife logo depois que cheguei e estava instalado. Ele estava por minha conta compreende? Ele fazia questão de me questionar sobre o que gostaria de fazer, se tinha fome ou sede, eu tinha uma geladeira inteira e um freezer completamente abastecido com comidas e bebidas que estavam inclusas no custeio de minha hospedagem, no caso as bebidas alcoólicas ele costuma cobrar dos hóspedes, ou então sempre acaba oferecendo como uma gratuidade em caso de diárias prolongadas.

Churrasco de Lagosta
Churrasco de Lagosta

Caminhamos por alguns minutos juntos no meio do recife vermelho de Tikehau procurando coisas para comer. Ele come de tudo que vê pela frente. Comemos ostras frescas recém colhidas com suco de limão, experimentamos moluscos variados enquanto Faremata caminhava bem adiante em busca de nosso jantar: o cardápio seria um belo churrasco de lagostas.

Esse tópico chega a merecer uma matéria exclusiva que vou publicar em breve. Eu comi tão bem durante minha temporada na Fafarua que acredito que acabei saindo da ilha com vários pesos a mais, tudo era muito suculento, fresco, saudável. Aguarde por um post sobre o que comer nas Tuamotu em breve ;)

O que fazer em Tikehau

Praias espetaculares para conhecer em Tikehau
Praias espetaculares para conhecer em Tikehau

Você pode estar se perguntando, o que é possível fazer em um atol no meio da Polinésia Francesa, pois este é um outro tópico que merece várias matérias dedicadas. Nossos dias foram intensos, a cada momento eu adquiria uma experiência inédita na minha vida. Visitamos lugares exclusivos praticamente sozinhos, navegamos por vários pontos de interesse espalhados no meio do Atol, mergulhamos no canal e admiramos a beleza e a transparência do azul intenso de Tikehau. Exploramos cada um dos principais destaques de Tikehau em 3 dias intensos, de vários quilômetros náuticos navegados, de sentimentos únicos impossíveis de serem descritos apenas com palavras escritas e fotos registradas. Algo que de fato deve ser experimentado.

Snorkel nos arredores da Fafarua Island em Tikehau
Snorkel nos arredores da Fafarua Island em Tikehau

Conheci praias paradisíacas, mergulhamos com snorkel entre corais vívidos, coloridíssimos, repletos de vida, nós visitamos lugares secretos, que Patrick sequer mencionava os nomes, "para manter em segredo", lugares lindíssimos, estonteantes, nada explorados turisticamente. Nós entramos no meio da mata, fizemos trilhas por lugares que um dia foram habitados e hoje são os mais perfeitos cenários para filmes de aventura. Contemplei a beleza do "coconut crab". São todas memórias que ficaram eternizadas no meu interior. Basta que eu feche meus olhos e consigo me transportar para esses sentimentos únicos que consegui obter na imensidão da lagoa de Tikehau.

Fafarua lodge, cuidando de seus hóspedes como membros de sua família

Fafarua Lodge, um lugar inesquecível para lua de mel na Polinésia Francesa
Fafarua Lodge, um lugar inesquecível para lua de mel na Polinésia Francesa

Poucos foram os lugares que um dia consegui colocar a planta dos meus pés que ao deixá-los me sacaram lágrimas dos olhos. Eu me lembro bem do dia que eu deixei a ilha de Fafarua pra trás. Sinto ainda aquele aperto da Eva no meu peito, lançando ao meu pescoço aquele maravilhoso colar de conchas que guardarei para o resto da minha vida. Eu lembro de como eu chorei como um louco ao deixar aquele lugar para trás. Motivado pelo desejo de ir, contudo tão sentido por deixar literalmente um pedaço do meu interior ali naqueles cafundós. Eu ainda choro quando escrevo, ou lembro de tudo que eu vivi nessa viagem pra Tikehau. Foi algo que mexeu tão fundo no meu interior que até hoje me pego pensando se estou no lugar certo do planeta..., foi uma viagem que me jogou mais dúvidas na mente do que exclamações ou curtidas nas minhas fotos na internet.

Como se eu tivesse um vínculo com aquele lugar mágico, como se por ali minha alma já tivesse passado alguma vez. Como se eu já tivesse sido reconhecido imediatamente por aquele sorriso materno, por todos aqueles amigos e pessoas especiais que consegui conhecer por ali. Hoje passo na minha cidade ao lado de pessoas que me viram crescer e que sequer fazem questão de me cumprimentam pelas ruas. Alguns chegam a virar a cara pra não ter que me olhar. Enquanto em Tikehau e Fakarava, nas Tuamotu em geral acabei conhecendo o valor das pessoas. Por ficarem "ilhadas" por tanto tempo, é normal as pessoas quererem sempre te cumprimentar, conversam com você (mesmo em francês), querem saber quem você é, em um mundo imenso constituído em sua boa parte apenas por água salgada, os seres humanos são raros, são amigáveis entre si, dependem uns dos outros para disputar a sobrevivência em um lugar tão remoto e inóspito.

Concluindo

Fafarua Lodge Tikehau
Obrigado Patrick, vou voltar um dia com toda certeza

Poderia escrever um livro inteiro sobre os meus 3 dias em Tikehau. Cada foto conta uma história que vai muito além daquela imagem registrada. Aqueles momentos foram 100% de aprendizado, cada conversa com Patrick sob a luz do luar, me contando sobre sua vida de médico na França, depois seu desejo de viver em Papeete, sua paixão por Eva, a história de uma vida plena, a convicção da aposentadoria perfeita, em um lugar mágico, oferecendo esse tipo de experiência para as pessoas que optam por conhecer a sua história de vida e de fato aprenderem a viver as Tuamotu não sob uma palafita no meio do oceano paradisíaco da Polinésia Francesa, mas sim adquirindo um pouco dos sentimentos vagamente aqui expressos e que arrancam violentamente tantas lágrimas dos meus olhos...

Obrigado Eva! Vocês ficarão em minha memória para sempre!
Obrigado Eva! Vocês ficarão em minha memória para sempre!

Não há valor que pague. Não me pergunte o preço por favor. Não há grana que justifique, não há nada que pague o que eu recebi nesses dias. Você pode encontrar o Patrick e o Fafarua Lodge no Booking. Se decidir viver essa experiência não deixe de me contar nos comentários dessa matéria, seria um grande prazer reconhecer outras pessoas que optaram por viver coisas parecidas. Estar em uma ilha privada com tudo incluído por alguns dias na Polinésia Francesa reescreveu boa parte das minhas concepções sobre como o turismo deve ser explorado em certas partes do mundo. Esta não foi uma viagem de turismo, foi uma viagem que transcendeu a barreira entre o que o turismo pode oferecer (hospedagem, passeios, gastronomia) e elevou as minhas diárias a momentos únicos de aprendizado e redenção pessoal que jamais poderia obter apenas comprando um pacote de viagens.

Espero um dia conseguir voltar na Polinésia Francesa, sem dúvidas meu itinerário já está definido (Moorea -> Tikehau -> Rangiroa) e se Deus assim permitir viajar até as Ilhas Marquesas. Espero um dia voltar ao Pacífico Sul e com certeza vou voltar a visitar a Ilha de Fafarua. Espetáculo!

Luiz Jr. Fernandes
Autor

Luiz Jr. Fernandes

Analista de TI, empresário, fotógrafo e viajante.
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