Fala meu povo! Tudo bem com vocês?! Espero que sim! Hoje estou aqui novamente para comentar com vocês sobre dúvidas relacionadas à conexão na Índia sem visto.

Esse foi um assunto que me assombrou bastante alguns anos atrás, quando eu fiz uma viagem das Maldivas para as Filipinas com escala em Bangalore na Índia e em Cingapura.

Em uma matéria anterior eu comentei com vocês sobre como foi que aconteceu uma conexão na Etiópia, também sem visto e que de fato rendeu alguns perrengues. Fato é que esse assunto sempre rende excelentes memórias: conexões podem ser super agradáveis e também podem trazer dores de cabeça e contratempos imperdoáveis, não é mesmo!?

Nesta viagem que eu fiz precisando passar em território indiano, eu confesso que fiquei muito apreensivo e parti para buscar conhecimento na internet sobre esse assunto, mas vi que não tinha praticamente nenhum blog brasileiro que tinha feito algo parecido com o que eu estava prestes a realizar: será que eu precisava de um visto de trânsito?! Será que eu não seria barrado no momento do check-in por não ter um visto para a Índia? Vai lendo que eu vou te explicar como que funcionou essa conexão na Índia sem que fosse preciso sacar um visto antes de partir pra viagem.

Conexão na Índia sem visto

Então bora começar do começo: viagem para a Índia precisa de visto!? Sim! Precisa! Se você for descer no aeroporto e visitar uma cidade, não importando o tempo que você vai ficar nessa cidade, sim, você precisa tirar o visto antes. Isso pode ser feito de duas formas: presencialmente, visitando um consulado indiano no Brasil ou no país que você está no momento, ou então aplicando para o visto eletrônico.

E quando é que não precisa tirar esse visto?! Única e tão somente quando a viagem passa pela Índia, mas o destino final é outro país e você não quer sair do aeroporto. Bom, deixa eu te explicar com mais detalhes um pouco dessa conversa de visto indiano, continue lendo que você vai entender direitinho.

Conexão na Índia
Conexão na Índia

Em alguns casos muito especiais você não vai precisar tirar um visto de trânsito para a Índia caso seu voo saia de uma nação, passe pela Índia e segue rumo a outro país com menos de 24 horas. Eu devo confessar que foi por muito pouco que não gastei 25 dólares por conta de um visto que eu não precisava, desde que eu não conseguia encontrar informações oficiais que me instruíssem sobre a necessidade ou não de um visto para seguir viagem passando pela Índia.

Precisa de visto para fazer conexão na Índia

Eu tentei obter mensagens de todos os lugares para esclarecer essa minha dúvida sobre a necessidade do visto. Eu até mandei mensagem de e-mail para o help desk da Air India, contudo sem sucesso, não obtive respostas. Eu vasculhei cada canto da internet buscando alguém que tenha realizado experiências parecidas com esta que estava prestes a acontecer comigo e parece que as respostas não eram muito específicas, estava difícil encontrar um relato parecido e vou ser bem sincero: isso me deixava cada vez mais angustiado.

Em Bangalore - conexão na Índia
Em Bangalore – conexão na Índia

Odeio acreditar que posso ser barrado em um embarque quando estou viajando única e exclusivamente por conta da minha documentação incorreta. Eu já vi amigos tendo que comprar voos de última hora para conseguir realizar um trecho que já estava compro, tão somente pela falta de uma carteira de vacinação ou por um visto que precisaria ser tirado antes. Esse sentimento é aterrorizante, se fosse preciso pagar os 25 dólares para tirar um visto de trânsito eu pagaria, contudo eu queria saber com certeza se era preciso tirar um visto para a Índia, mesmo que fosse de trânsito, mesmo que eu não saísse da área segura do aeroporto, mesmo que meu destino final não fosse a Índia, tantos “mesmos” que de fato “eu mesmo” já estava confuso!

Tickets originais da Air India
Tickets originais da Air India

Minha vigem que começou nas Maldivas seguiria por Bangalore, no sul da Índia, onde me conectaria em um voo da Singapore Airlines rumo à Manila a capital das Filipinas. Era um voo de 3 “pernas” eu faria escala em Bangalore e Cingapura antes de chegar nas Filipinas, foram 3 trechos emitidos em um mesmo ticket com pontos da Star Alliance (pelo finado programa Amigo da Avianca!).

Encontrei alguns relatos na internet comprovando que não era preciso do visto de trânsito da Índia, transitando por um aeroporto indiano caso a minha viagem tivesse as seguintes características:

  • O viajante precisa possuir passagens aéreas confirmadas para um terceiro país;
  • O tempo de escala programado em um aeroporto indiano é inferior a 24 horas;
  • O viajante não precisa sair da área de trânsito designada do aeroporto.

Caso você não se encaixe nesses critérios, o Panda do blog Inda Vou Lá fez um passo-a-passo sobre como emitir o visto para Índia online.

Viagem das Maldivas para Cingapura com conexão na Índia, em Bangalore

Como você pode perceber, não precisava de visto para realizar a minha viagem das Maldivas para as Filipinas pois eu não iria sair do aeroporto, minha conexão tinha menos de 24 horas e eu não teria que sair da área de trânsito, para despachar novamente uma bagagem por exemplo. Isso só deu certo para o meu caso por conta dessa combinação de fatores e por outro ponto muito interessante e que deve ser frisado aqui: o meu ticket foi emitido tudo junto! Eu não comprei o ticket das Maldivas para a Índia e da Índia para a Cingapura, compreende?!

Viajando na executiva da Air India
Viajando na executiva da Air India

Se eu tivesse um ticket emitido separadamente, no qual eu comprei os trechos individuais com cada uma das cias aéreas envolvidas, então é bem provável que eu iria precisar do visto de trânsito da Índia, pois quando chegasse em Bangalore eu teria que sair da área segura (precisando passar pela imigração) para conseguir despachar novamente as minhas bagagens para o próximo voo.

Como meu voo tinha continuidade no mesmo ticket, então as cias aéreas seriam responsáveis por fazer a transferência da minha bagagem entre os voos, então eu não teria a necessidade de passar pela imigração, recolher minhas bagagens para despachar novamente.

O que fazer em uma conexão na Índia

Olha até alguns minutos antes de seguir para o check-in nas Maldivas eu ainda tinha um certo pé atrás com essa necessidade ou não do visto de trânsito. Eu só consegui tirar de uma vez por todas a minha dúvida quando cheguei para fazer o check-in, a atendente conferiu o meu passaporte, checou a disponibilidade da minha viagem no sistema e emitiu os passes de embarque. Até esse momento eu ainda estava meio que preparado para qualquer coisa que pudesse acontecer.

VIP Lounge de Bangalore
VIP Lounge de Bangalore

Quando cheguei na Índia, minutos antes do desembarque anunciaram dentro do avião que passageiros que seguiriam viagem em conexão com a Singapore Airlines, ou com a Lufthansa deveriam se identificar a um comissário que estaria aguardando do lado de fora da aeronave, na ponte do desembarque.

Pensei então assim: “bora colocar isso no piloto automático e deixar tudo por conta desse comissário”. Um rapaz na casa dos 20 anos de idade estava aguardando do lado de fora. Me identifiquei como um passageiro da Singapore e ele pediu para eu aguardar alguns minutos.

Todos os passageiros foram desembarcando e ele me segurando do lado de fora ainda no “finger” (na ponte do desembarque). Eu acreditei que ele estaria esperando outros passageiros que se encontravam na mesma situação que eu: passariam pela Índia para se conectar a qualquer outro lugar do mundo.

Demorou um pouquinho até que ele decidiu seguir adiante e me levou até um grande saguão, lugar onde acontece a imigração em Bangalore, na Índia.

Eu estava ainda um pouco perplexo, ele tinha perguntado se eu tinha um visto, ou autorização eletrônica. Contundente eu respondi que não precisava, desde que eu iria viajar no mesmo dia para Cingapura. Ele compreendeu, deu uma chacoalhada na cabeça para os lados e me pediu para aguardar. Eu aguardei por umas duas horas sem respostas. Nesse meio tempo chegou outra passageira que estava nas mesmas condições que eu. Ela estava na Ásia e se conectaria em Bangalore num voo da Lufthansa para Nova York. Nós dois estávamos viajando na classe executiva o que de fato nesse momento não adiantou nada para agilizar a demora na conexão.

Posso dizer que não deu pra fazer nada nessa conexão na Índia, desde que eu não saí do aeroporto e ainda precisei esperar bastante até seguir com a transferência entre terminais sem o visto.

VIP Lounge no Aeroporto de Bangalore em uma escala na Índia sem visto

Como a viagem era de executiva, eu conversei com a viajante que estava aguardando e questionei se ela também não tinha o visto. Ela estava em uma situação bem parecida com a minha. Nós dois de executiva, sem visto indo para um terceiro país. Começamos a pressionar o rapaz que estava nos acompanhando para agilizar o processo, desde que a gente estava viajando em classe executiva, a gente queria ir para o VIP Lounge e aguardar com conforto, de preferência comendo e tomando umas bebidinhas, afinal de contas havíamos pago por isso e não fazia sentido a demora para fazer a transferência.

Tickets substituídos pelos da Singapore
Tickets substituídos pelos da Singapore

Nesse momento em que pressionamos o rapaz, mais do que depressa ele tentou mostrar serviço. Fez umas ligações, ficava mexendo no celular sem parar, ele parecia um pouco apreensivo e preocupado, parecia um marinheiro de primeira viagem tentando nos auxiliar em um processo burocrático e que por hora parecia simples, mas que acabou se complicando.

Depois de muita espera ele fez um gesto mostrando que o momento então havia chegado, pedindo para que a gente o acompanhasse. Nós passamos por um corredor apertadinho, depois por um oficial de imigração que não carimbou nosso passaporte e acompanhamos o rapaz até o saguão principal do aeroporto. Me pareceu algo tão simples e fácil de ser executado, contudo mesmo assim ele fez a gente esperar por várias horas até que isso acontecesse.

Tomando cerveja no VIP Lounge de Bangalore em uma conexão na Índia
Tomando cerveja no VIP Lounge de Bangalore em uma conexão na Índia

Depois de muito custo, ele entrou conosco até o saguão do VIP lounge de Bangalore, que de fato parecia ter sido reformado recentemente e nos deixou por ali, afirmando que voltaria mais tarde para “trocar os tickets”. Mais do que depressa eu adentrei o VIP Lounge em busca de uma cerveja, eu só queria relaxar e curtir o momento da minha conexão na Índia com o conforto merecido.

Aproveitando o VIP Lounge de Bangalore

O VIP Lounge de Bangalore era super completo: tinha banheiro com amenidades, bebidas e comida indiana.

Algumas das comidas que tinha no VIP Lounge de Bangalore
Algumas das comidas que tinha no VIP Lounge de Bangalore

Foi um bom momento para experimentar algumas iguarias que eu só tinha visto até então na televisão e nas banquinhas de rua de indianos ao redor do mundo. É claro que eu mantive a cautela para não passar mau com tanta pimenta, eu iria viajar muito ainda e não queria ficar sofrendo no banheiro do avião hahah.

Outros pratos típicos da Índia no aeroporto de Bangalore
Outros pratos típicos da Índia no aeroporto de Bangalore

Além de pratos típicos, currys e alguns itens prontos, também era possível fazer macarrão e omelete em tempo real, era só chegar, pedir e um chef estava à disposição para realizar o pedido ali na hora.

Comida sendo preparada na hora no aeroporto de Bangalore
Comida sendo preparada na hora no aeroporto de Bangalore

Minha conexão em Bangalore durou cerca de 8 horas. Eu esperei umas duas horas para conseguir sair do avião e chegar até o VIP Lounge sem precisar do visto. Se você pensa em sair do aeroporto para dar uma volta durante o tempo da sua conexão, certifique-se que tem tempo suficiente para evitar qualquer tipo de problema, eu percebi que esse processo poderia ter demorado ainda mais caso não tivesse rolado uma pressão no rapaz que nos acompanhava.

Teve algum perrengue na minha escala em Bangalore?!

Tirando essa demora toda não teve nenhum perrengue. Eu consegui embarcar com sucesso, não fui parado em momento algum por conta da falta do visto e no fim das contas consegui aproveitar muito bem meu momento no VIP Lounge. Algumas horas antes da chamada para o embarque, desta vez na Singapore Airlines, o mesmo rapaz voltou com um amigo e pediu para pegar o meu ticket da Air India e trocar ele por um da Singapore. Eu cheguei a registrar o momento que eles me entregaram o novo ticket com uma foto, a única que eu tenho até hoje em território indiano 😀

No aeroporto de Bangalore, trocando os tickets em uma conexão na Índia
No aeroporto de Bangalore, trocando os tickets em uma conexão na Índia

Todos foram super solícitos e prestativos. Tá certo que demoraram demais para levar a gente para a VIP Lounge, mas depois que tudo se resolveu foi só sucesso. Tratamento super amigável, comida boa, bebida gelada, não poderia ter sido melhor essa conexão na Índia sem visto 😀 (25 doletas economizadas!)

Voando na executiva da Singapore Airlines
Voando na executiva da Singapore Airlines

Depois que eu já estava embarcado no voo da Singapore eu tirei um tempo para pensar no tanto que foi importante eu ter estudado antes na internet, colhido informações com outros viajantes que deixaram relatos parecidos com o que iria realizar. Além de ter economizado um dinheiro importante que seria desperdiçado com um visto desnecessário, consegui aprender um pouco mais sobre a imigração sem visto na Índia, fazendo na prática algo que com certeza muitos viajantes ainda vão fazer também.

Concluindo

Se você já foi na Índia, conta pra gente aí nos comentários como foi a sua experiência para tirar o visto e fazer a imigração?!

Se você já viveu algo parecido com o que acabo de relatar por aqui, também te convido a deixar um comentário e contar pra gente como foi na sua oportunidade, sem dúvidas você vai colaborar pelo conforto de mais um viajante que vai se conectar na Índia em uma viagem internacional sem precisar de visto.


Autor
Luiz Jr. Fernandes
Sou um analista de sistemas, fotógrafo, autor deste blog e viajante profissional. Já conheci mais de 70 países em todos os continentes do mundo. As minhas matérias são 100% exclusivas, inspiradas em experiências reais adquiridas nos destinos que visito. Obrigado por ler e acompanhar o meu trabalho.
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