Israel, Jerusalém e o Muro das Lamentações

Após viver uma verdadeira epopéia para conseguir desembarcar em Jerusalém, saímos pelas ruas de seu velho centro histórico para ter as primeiras impressões desta nova nação, seus valores, crenças e principalmente conhecer um pouco mais do povo que habita as velhas ruas por onde Jesus viveu seus últimos dias.

Nossos dias na França foram intensos. Em uma layover de 6 horas conseguímos conhecer alguns dos principais destaques de Paris, tal como a Torre Eiffel, as imediações do Louvre, a famosíssima Catedral de Notre Dame, entre tantos outros lugares que você pode conferir no link a seguir: uma viagem inusitada de 6 horas até Paris. Vencido o corre-corre no Charles De Gaulle, embarcamos na outra perna do voo da AirFrance que finalmente faria com que desembarcássemos na capital de Israel: a cidade de Telaviv.

A imigração não foi lá muito amigável. Especularam perguntas interessantes: queriam saber se tinha parentes no Egito (devido ao visto pregado no meu passaporte), e quais eram meus objetivos no país. A resposta turismo era bem evidente, porém tivemos que esperar por alguns minutos antes de adentrar o sagão de desembarque. Eram mais de 5 da manhã e meu fuso-horário estava uma bagunça, queria apenas desembarcar, pegar minha bagagem e partir para Jerusalém. E já haviam passados vários minutos quando um oficial de imigração chegou até nós com os vistos na mão, um mísero pedacinho de papel com a minha foto, que não viria pregado no meu passaporte e que não poderia perder em hipótese alguma durante meu tempo em Israel. Estranho ou não, eu estava definitivamente com mais esta nação ensacada em minha bagagem.

Pegamos o metrô no moderno aeroporto de Telaviv, um dos aeroportos com a segurança mais reforçada que já visitei em todo o planeta. Descobrimos por conta própria qual seria a forma mais eficiente de chegar até Jerusalém de metrô, pois era preciso descansar ao menos durante a viagem até chegarmos no destino final. Na realidade sequer conheci Telaviv. Usei a capital dessa nação apenas como a base de chegada e saída para as nossas explorações no Oriente Médio. O trem não demorou mais do que uma hora e trinta minutos para chegar até a região metropolitana de Jerusalém, próximo a um dos principais shoppings dessa grande metrópole.

Com os olhos ardendo, jet-lag acumulado, fuso-horário atrapalhado e ainda sem solução de hospedagem definida, nosso objetivo era chegar à Velha Jerusalém, e encontrar um lugar que conseguísse nos hospedar por dois dias durante nossas explorações nessa região. Correrias a parte, encontramos um hotelzinho dentro da cidade antiga e finalmente, às 3 da tarde do domingo de páscoa, meu corpo conseguiu encostar em um colchão para repousar. Era preciso dormir ao menos umas 2 horas para recuperar do cansaço extremo que foi essa primeira fase desta expedição que envolveria 4 países: França, Israel, Jordânia e Estados Unidos. Quando recuperamos parte das energias, com um belo banho tomado, era hora de caminhar por uma das cidades mais famosas do planeta. E qual a primeira parada? Com vocês, a Western Wall, ou o Muro das Lamentações, em Old Jerusalem/Israel.

Muro das Lamentações
Muro das Lamentações

Apesar do cansaço da viagem ter consumido um pouco de nossa disposição, ainda conseguimos ter excelentes primeiras impressões deste país, mesmo estando ainda atordoados com a mudança de horário, moeda e valores culturais. Caminhar por aquelas ruas estreitas encontrando pessoas de crenças tão distintas foi algo realmente recompensador, até certo ponto diria que foi complicado "cair a ficha" e compreender que haviamos finalmente chegado a Jerusalém. Já era o fim da páscoa, já não conseguiríamos mais acompanhar todas as celebrações que aconteceriam durante o sábado e o domingo de manhã, porém ainda havia muito a ser explorado, eram apenas nossas primeiras horas em uma nova nação.

E não haveria lugar melhor para ir direto à imersão cultural do passear pelos arredores do Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental. Eu pra ser sincero prefiro mais o segundo nome, ele é mais fiel ao inglês Western Wall, que nada mais é do que o segundo local mais sagrado do judaísmo, o último vestígio do antigo templo de Herodes. É comum caminhar por essa região observando centenas de fiéis judeus orando com suas cabeças rentes ao muro, depositando em suas frestas uns pedacinhos de papel enrolados como um canudinho contendo orações, pedidos e desejos de realizações em geral.

Western Wall - Israel
Western Wall - Israel

O impacto cultural me assaltou enquanto caminhava muito respeitosamente entre todos os judeus que ali estavam a orar e fiquei perplexo ao perceber que um pai trazia seus dois filhos para orarem juntos e todos estavam ali com tamanha disciplina que fez com que parasse por alguns minutos para pensar nas diferenças entre cada aspecto cultural do planeta. Os meninos oravam com fervor, não desviavam seu olhar nem para a direita tampouco para a esquerda, mas ficavam focados na leitura do Torah, o equivalente ao Velho Testamento do Cristianismo. Díficil ver tamanha devoção quanto a ilustrada por essa matéria em outras religiões, não é mesmo!? Nossa caminhada por Jerusalém continuou pois era hora de conhecer a Igreja do Santo Sepulcro. Quer saber como foi? Não perca nossos próximos episódios ;)


Muro das Lamentações - Jerusalém - Israel

Luiz Jr. Fernandes
Autor

Luiz Jr. Fernandes

Analista de TI, empresário, fotógrafo e viajante.
Perfil do autor no , facebook e twitter.

Veja nossas últimas matérias
Clique para ver mais matérias