21 países em 9 meses

Como uma pessoa normal pode combinar oportunidades para conseguir conhecer mais de 20 nações ao redor do mundo em apenas 9 meses?! Leia a nossa retrospectiva 2014 e entenda como foi possível conhecer tantos lugares ao longo do ano.

Meu ano realmente tem sido bem concorrido. Tudo começou ainda no ano passado, enquanto planejava as viagens de 2014. Sinceramente boa parte das oportunidades aconteceram da forma mais natural possível. Eu sequer imaginaria que em menos de 9 meses eu seria capaz de visitar mais de 21 países, uma média de 2 países e meio por mês. Eu sou uma pessoa comum, tenho um emprego comum e acredito que os fatores responsáveis por eu ter conseguido visitar tantas nações em um curto período de tempo se devem justamente às altas doses de planejamento, aliadas à sorte em conseguir aproveitar promoções e emitir passagens a custos irrisórios, bom relacionamento na internet (o que me conquistou uma vaga na volta ao mundo da Bosch) e com certeza o desejo ardente de ir, de tentar ver o máximo possível enquanto ainda estamos por aqui nesse planeta.

Em março, fiz uma viagem que partiu do Brasil rumo à Europa (Roma na Itália por 3 dias), entretanto meu destino final estava um pouco além deste continente, mais precisamente tocando para o sul, rumo ao leste da África. Fiz uma stop-over no Egito por dois dias e conheci as pirâmides antes de seguir meu caminho rumo à cidade de Harare, a capital do Zimbábue.

Uma vez no continente africano, vivenciamos a realidade da pobreza e o esplendor das belezas naturais. Descobrimos que o melhor da África está nas pessoas, principalmente na facilidade que eles têm de nos ensinar sobre a plenitude de uma vida com poucos recursos. Viajamos de ônibus até as Cataratas Victória e cruzamos a fronteira com a Zâmbia, nosso objetivo? Chegar em um país pouco explorado turisticamente, chamado Malawi, onde conheceríamos de fato a verdadeira África, vivendo como os locais em uma vila de pescadores chamada Cape Maclear no Lago Malawi.

Topo da África - Kilimanjaro, Tanzânia - Domboshava no Zimbabué - Crianças no Malawi
Topo da África - Kilimanjaro, Tanzânia - Domboshava no Zimbabué - Crianças no Malawi

Como a viagem não poderia parar, seguimos nosso caminho desbravando o norte desse país rumo à sua fronteira com a Tanzânia, já que nosso grande alvo para esta expedição seria fazer um trekking até o ponto mais alto do continente africano: os 5.895 metros de altura do Monte Kilimanjaro, e enfim conseguir contemplar as suas geleiras (não tão mais) eternas com meus próprios olhos. Foi o exercício físico mais brutal que já realizei em toda vida.

Quando voltei ao Brasil, estava transformado. Era um novo homem capaz de superar qualquer objetivo que minha mente me proporcionasse. Embarcamos então em uma nova viagem que nos levou até Paris - apenas por algumas horas - sem planejamentos - o suficiente para conhecer o Louvre, a Torre Eiffel e a ponte dos cadeados, porém o destino final desse primeiro trecho seria a cidade de Telaviv, em Israel, nos iríamos conhecer os lugares mais famosos relatados pela bíblia em Jerusalém. Com 14 dias no Oriente Médio, exploramos a região o desértica do Mar Morto e nos metemos pela fronteira da Jordânia – era hora de mergulhar no Mar Vermelho e conhecer Petra, e assim foi feito! Só não esperava ter que voltar até Israel via Amã passando pela famigerada Palestina. Antes de voltar novamente à pátria amada, investi uma semaninha para viver como um local em Nova York.

Petra, Jerusalém, Eilat e mergulho em Aqaba (Jordânia)
Petra, Jerusalém, Eilat e mergulho em Aqaba (Jordânia)

Eu precisava de um prazo para me recompor de duas viagens impressionantes, só que a Bosch, aquela mesma das ferramentas, motores e máquinas de lavar, me convidou para conhecer um pouco das tecnologias que eles desenvolvem para melhorar a vida das pessoas ao redor do mundo. Eu ganhei uma viagem com tudo pago por alguns dos destinos mais impressionantes do planeta: saí de Guarulhos e voei novamente para a Europa, rumo a Londres, para depois seguir viagem ao Panamá, São Francisco, Xangai, Cingapura e Alemanha. Eu sinceramente ainda não tenho palavras para expressar quão impressionantes são as tecnologias para uma vida melhor que esta instituição anda desenvolvendo em vários destinos de nosso planeta.

Em alguns destinos da Bosch World Experience (São Francisco, Xangai, Berlim)
Em alguns destinos da Bosch World Experience (São Francisco, Xangai, Berlim)

Antes mesmo de embarcar para a Bosch World Experience, eu já havia reservado uma outra viagem, a propósito também de volta ao mundo, que consegui emitir com várias milhas que vinha acumulando na Star Alliance durante alguns anos. Meu itinerário? Bem, saí de Brasília e voe i para o Panamá, de lá até Los Angeles, voei metade do Pacífico para explorar o Kauai por 7 dias, antes de seguir para mais 3 dias em Oahu. De Honolulu eu voei para Seoul na Coreia do Sul, mas meu destino final nessa perna da viagem era um lugar mágico chamado PALAU, uma das ilhas na Micronésia. O paraíso na terra. Desfrutei por 6 dias de um dos lugares mais mágicos do planeta para depois rumar para o destino final desta segunda volta ao mundo em menos de dois meses: fui para El Nido – Palawan – Filipinas, e por lá fiquei durante uma semana. Depois de ter mergulhado, feito trilhas e várias amizades com nativos, voei de volta para o Brasil de onde estou agora a escrever esse relato para você.

Palau, El Nido (Filipinas) e Kauai
Palau, El Nido (Filipinas) e Kauai

Minha personalidade já não é mais a mesma que costumava ostentar no ano passado, tampouco meu caráter, costumes e crenças, tudo tem evoluído muito rápido e confesso que às vezes sem meu próprio controle. Antes de concluir, devo mencionar que realizei recentemente (nov/2014) mais um mini-tour de uma semana que me levou novamente a cruzar o Atlântico rumo ao velho continente. O destino final era a Rússia (Moscou e São Petersburgo), porém eu ainda consegui uma parada entre os destinos para curtir por dois dias o clima frio que estava em Madri, a capital espanhola, contabilizando assim um tour por 21 países durante 9 meses desse ano de 2014. Que venha 2015, estou pronto para ser surpreendido. E o que eu tenho a lhe recomendar? NUNCA PARE DE EXPLORAR. NUNCA!

Madri, Moscou e St. Petersburg
Madri, Moscou e St. Petersburg

Luiz Jr. Fernandes
Autor

Luiz Jr. Fernandes

Analista de TI, empresário, fotógrafo e viajante.
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