De buzão, desde Ho Chi Minh City, rumo ao Camboja

Fiz o caminho contrário de muitos viajantes, quando decidi conhecer o Vietnã antes do Camboja. Esta matéria documenta a história por detrás do caminho trilhado em uma viagem internacional entre Ho Chi Minh City, no sul do Vietnã e a capital cambojana de Pnhon Penh.

Depois de visitar tantos lugares incríveis no Vietnã era chegada a hora de partir para um novo destino. Em uma semana eu consegui viver tantas experiências no Vietnã que sinceramente acreditava que era hora de correr pro Camboja antes que meu tempo ficasse apenas na estrada pra me deslocar entre Ho Chi Minh City (HCMC) e a capital cambojana Pnhon Penh(PP).

Desde o dia que sai de Denpasar, na ilha de Bali e voei para Hanói, eu já havia navegando nas águas tranquilas de Halong Bay, me perdido pelas ruas e mercados da capital vietnamita, voando de low cost até Saigon e de cara caindo em um mercado de flores seguido de uma visita a um Museu que escancarou a realidade pós-guerra. Também comi pelas ruas, caminhei pelos mercados e de quebra conheci vilarejos no Delta do Mekong. Para uma semana, até que rendeu né não?! Bom, então é hora de documentar mais uma fronteira cruzada a pé!

Fronteira - Border Check - Camboja - Vietnã
Fronteira - Border Check - Camboja - Vietnã

A viagem entre HCMC e PP começou ainda antes do almoço. Não comi nada muito pesado pois quando estou em trânsito acabo preferindo sempre viajar mais leve. Apenas alguns doces para a viagem que demorou cerca de 3 horas. As rodovias são muito bem conservadas e a paisagem não tem tanto a ser ressaltado. Ao chegar na fronteira todos do ônibus param e os viajantes são convidados a descer e proceder rumo ao trâmite migratório. O visto de turismo, diferente do Vietnã, é concedido logo na chegada (visa on arraival), sem a necessidade de uma autorização eletrônica ou retirada prévia em consulado.

Bastou preencher um formulário indicando os dados básicos, assim como praticamente todo formulário de migração, fornecer uma foto 4X6 (Exatoo!) e pimba, você ganha um adesivo do tamanho de uma folha do passaporte! Aí é hora de seguir adiante e aguardar a vez de fazer como o protocolo manda e ganhar o belo carimbo do Camboja. Vualá, mais um país na lista!

Deixando o Vietnã e cruznado a pé a fronteira rumo ao Camboja
Deixando o Vietnã e cruznado a pé a fronteira rumo ao Camboja

Gosto de cruzar fronteiras assim. O sentimento tomado pelo seu corpo e mente ao deixar um país com o passaporte nas suas mãos e ter que vencer alguns metros em uma terra que teoricamente é de ninguém faz com que essas sejam experiências que todos os viajantes frequentes devam renovar dentro de si mesmos constantemente. É distinto o sentimento de ter que se deslocar caminhando até o outro posto de controle, já "outro país" e preencher tudo por ali mesmo, ganhar o carimbo e cruzar a linha imaginária que no mapa divide os territórios em duas nações completamente diferentes.

A própria arquitetura do posto de controle internacional do Camboja fazia questão de dar as boas-vindas de um dos países mais transcendentais do belíssimo Sudeste Asiático, mas antes de chegar ao destino final, a capital do Camboja, seguindo adiante até nosso primeiro point - Sihanoukville, ainda seria preciso viajar mais algumas horas...

Templos cambojanos, um ferry boat e crianças famintas!
Templos cambojanos, um ferry boat e crianças famintas!

As primeiras impressões sobre esta nação começaram a saltitar logo depois da fronteira. Pouco antes do cair do sol e as luzes começarem a acender, encontramos com muitas surpresas em nosso caminho. Pedintes cercavam nosso ônibus em todas as paradas. E todos eram crianças, raramente deparávamos com idosos. As pessoas pareciam sempre famintas. Não queriam vender nada, apenas pedir. Queriam o que tivéssemos a oferecer. Sejam moedas ou água. Eles queriam ajuda.

Crianças cambojanas nos pontos de parada
Crianças cambojanas nos pontos de parada

Chegamos tarde da noite em PP, sem hotel reservado, sem lugar para ficar, em um novo país, com uma nova língua, nova moeda, novos costumes, sem ninguém para nos receber, esperando encontrar um insight no meio da noite para dormir em um lugar barato, confortável e com um belo banheiro com água quente. Bom, encontramos e ainda visitamos um restaurante bem diferente. Quer saber como foi?! Então já sabe né!? De olho no Blog Boa Viagem!

Luiz Jr. Fernandes
Autor

Luiz Jr. Fernandes

Analista de TI, empresário, fotógrafo e viajante.
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